Humanismo Secular


Texto escrito e enviado pelo leitor:  José Luís Pedroso

Origem-horzEstamos vivendo em meio a uma “cruzada religiosa” nas escolas. 

O criacionismo sai do espaço que sempre lhe foi reservado, as aulas de religião, e vai se infiltrando em outras áreas, pouco a pouco.

Ciência, história e religião vão sendo misturados, formando uma confusa teia de pseudoconhecimento, onde fica difícil para as crianças saberem onde termina o mito e começa a história, o que é ciência e o que são dogmas. 

(mais…)

Anúncios

Fonte: Portal Ateu

Paises Ateus / Paises religiosos

Paises Ateus / Paises religiosos

Foi recentemente publicado o Global Peace Index 2009. Shahram Vahdany, do Media with Conscience, resolveu cruzar os dados do GPI 2009 com os dados do World Values Survey com o intuíto de demonstrar estatisticamente aquela percepção que todos temos de que quanto mais secularizado o Estado é, mais eficiente se torna na manutenção da paz.

Através dos dados obtidos no World Values Survey, Vahdany obtem as percentagens de pessoas em cada país que se afirmam com ateus e que afirmam participar numa celebração religiosa pelo menos uma vez por mês. Depois de cruzados os dados com os resultados do GPI 2009, as conclusões são demasiado evidentes para serem apenas um acidente de estatística.

Claro que, conforme salienta Vahdany, outras variáveis se poderão adicionar à equação: democracia, grau de literacia, liberdade de expressão, etc. No entanto, sejam quais forem as variáveis que se adicionem é estatisticamente inquestionável que os Estados mais seculares são também os Estados mais pacíficos.

Autor: Luiz Bicalho

CapitalismoEm muitas comunidades e sites ateístas existe uma discussão sobre a ética do ateísmo. Outros procuram explica-la. Eu, particularmente, tenho uma opinião um pouco diferente sobre este assunto. Para mim, a filosofia (seja ela uma filosofia materialista que, por definição, é ateista, ou uma fisofia idealista que é teista) teve e tem um desenvolvimento histórico. A etica, como parte da filosofia, também partilhou deste desenvolvimento.

E cada filosofia tem a sua ética. O mito da “ética universal”, de “valores comuns a toda a humanidade” é equivalente ao mito da existência de Deus. Corte-se este mito e cada um construirá (ou absorverá) uma ética diferente. Algumas serão ateístas (porque a base de sua filosofia é materialista) vegetarianas, como alguns propagam. Outras não.

(mais…)

Autor: Luiz Bicalho

TenExistem muitas pessoas que colocam os filhos em uma religião com o argumento de que “mal não faz”. Um das questões mais citadas sobre isso é que regras morais como os “10 mandamentos” são bastante úteis no dia a dia da vida comum. Que tais regras ajudariam muito se todos as seguissem.

Olhando de um ponto de vista histórico, escrever as regras morais e transformá-las em legislação, que todos deveriam obedecer, é uma das conquistas que a humanidade teve em seu caminho que a tirou da barbárie e a colocou nos trilhos da construção de uma civilização. As tribos primitivas não tinham necessidade de tais regras escritas – valia o conselho dos anciões que decidia em casos de litígio e uma de suas regras mais comuns transformou-se depois em parte da legislação em vários locais e povos – “olho por olho, dente por dente”. Esta regra, que a nós hoje parece bárbara, permite que se coloque um limite a vingança de uma perda qualquer. Se meu vizinho me roubou um boi, não posso tirar sua vida como conseqüência deste roubo. Ou seja, a regra é um avanço em relação ao direito de retaliar de qualquer forma. A expressão – lei de talião – significa uma lei em que o castigo é proporcional ao roubo (do latim talis – igual semelhante).

(mais…)

LuxuriaConfesso que o meu desejo era abrir este artigo com a citação de Re Bordosa[1]: “o que tem de bom na igreja é o vinho e os pecados”. Mas, quem sabe, teria a igreja alguma coisa boa a dizer sobre a moral – já sabemos que um grande número de pessoas sempre diz sobre os ensinamentos morais da igreja que “mal não faz”. Assim, enumeremos os pecados e vamos entender o que eles representam:

1. Soberba
2. Avareza
3. Luxúria
4. Ira
5. Gula
6. Inveja
7. Preguiça.

Olhando por alto, eu diria que o comentário da Re se aplica com perfeição ao pecado 3 (luxúria), ou seja, a poder expressar claramente o seu desejo sexual. Lembremos que esta é uma das questões onde a igreja mais procura interferir, não só por condenar o homossexualismo, mas por querer impor que o “amor” só pode existir com a função de procriação, que seria errado transar quando estamos com desejo, que o carinho entre duas pessoas é errado a não ser para se ter filhos. Assim, a igreja condena a camisinha, não por ser proteção contra as doenças venéreas (das quais a AIDS é a mais falada, mas não é a única), como por impedir a geração de filhos. Ficou famoso o comentário do Papa atual pedindo que os africanos não usem camisinha, justamente num continente onde a AIDS mais avança!

(mais…)