Padre é preso na Itália por participar de genocídio em Ruanda

ROMA (Reuters) – A polícia italiana prendeu um padre que servia em uma igreja toscana sob acusações de envolvimento no genocídio de Ruanda em 1994, disse a agência de notícias Ansa nesta terça-feira.

Emmanuel Mihigo Uwayezu, de 47 anos, nega a acusação e diz que tentou salvar vidas durante o genocídio, quando cerca de 800 mil tutsis e hutus politicamente moderados foram assassinados.

Em maio, o grupo African Rights acusou Uwayezu, um hutu, de estar envolvido no massacre de 80 jovens tutsis no sul de Ruanda, disse a agência.

Uwayezu, que trabalhava na Itália há mais de 12 anos e servia como padre em uma igreja da cidade de Empoli, na Toscana, foi preso a pedido das autoridades ruandesas.

Ele está em custódia esperando extradição, disse a polícia.

(Reportagem de Silvia Ognibene)

OBS1: Mais um exemplo de padre “defensor da vida” (“Não matarás”)

OBS2: Certamente ele foi acobertado pela igreja na Itália pra não ser preso. O escritor Michel Onfray acusou o Vaticano de não tomar atitude contra os padres envolvidos no genocídio e ocultar alguns deles da justiça. Nem um só padre foi chamado pela igreja pra prestar contas por tais assassinatos. Nenhum deles foi punido, suspenso, demitido e excomungado. (A exemplo dos padres envolvidos com o nazifascismo, regimes militares, máfia etc.).


OBS3:Por outro lado, um padre foi
demitido por ser casado. Outro foi suspenso por defender a camisinha…bela coerência do Vaticano!!!