Fonte: Diário Catarinense

Bento XVI definiu esses campos como "o inferno que se abre sobre a terra quando o homem esquece Deus e toma seu lugar" Foto:Maurizio Brambatti, EFE

Bento XVI definiu esses campos como "o inferno que se abre sobre a terra quando o homem esquece Deus e toma seu lugar" Foto:Maurizio Brambatti, EFE

O papa Bento XVI disse hoje que os campos de concentração nazistas, como qualquer campo de extermínio, podem ser considerados “símbolos extremos do mal”, durante a reza dominical do Ângelus na residência de verão (hemisfério norte) de Castelgandolfo.

O papa, nascido na Baviera (Alemanha) em 1927, definiu esses campos como “o inferno que se abre sobre a terra quando o homem esquece Deus e toma seu lugar, usurpando o direito de decidir que coisa é o bem e que coisa é o mal, de dar vida à morte”.

Além disso, ressaltou que este triste fenômeno não é restrito aos campos de concentração, já que estes são “a ponta culminante de uma realidade ampla e divulgada”. O papa ressaltou as divergências entre “o humanismo ateu e o humanismo cristão, uma antítese que teve lugar ao longo de toda a história, mas que, no final do segundo milênio, com o niilismo contemporâneo, chegou a um ponto crucial”.

— Por um lado, existem filosofias e ideologias, mas cada vez mais existem modos de pensar e de agir que exaltam a liberdade como único princípio do homem, como alternativa a Deus, transformando o homem em um deus, que arbitra o próprio sistema de comportamento — disse.

Enquanto, por outro lado, existem “os santos que, praticando o Evangelho da caridade, dão um motivo de esperança e mostram o verdadeiro rosto de Deus, que é amor, e ao mesmo tempo o rosto autêntico do homem criado à imagem e semelhança divina”.

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