Fonte: Santo Ateísmo

“Antes de mais nada, alerto que ao ler esse post você verá posições extremistas sobre o assunto, porém essas posições fazem-se necessárias para a compreensão do que quero passar, se você discordar do que direi aqui escreva um comentário com sua opinião.”

Fazendo uma rápida pesquisa pela internet, você encotrará definições de que pecado sempre foi um termo usado principalmente dentro de um contexto religioso, e que descreve qualquer desobediência à vontade de Deus. No hebraico e no grego comum, as formas verbais (em hebr. hhatá; em gr.hamartáno) significam “errar”, no sentido de errar ou não atingir um alvo, ideal ou padrão.

O significado pode variar de religião para religião. Os Católicos o dividem em três categorias: pecados venial (menos grave, te leva ao purgatório), mortal (quando o assunto é grave e há consciência, te leva ao inferno) ou original (passado de homem pra homem sem culpa). Já para os protestantes não há um pecado mais grave que o outro, tudo é pecado e tanto faz se ele for um mentira ou um assassinato, se houver transgressão há pecado. Por sua vez, para o Judaísmo o pecado é um ato e não um estado, como dita o Pecado Original no catolicismo.

Depois de fazer essa “breve” definição, começo a me perguntar: quem define o que é certo ou errado? Porque embora existam leis que definam coisas como erradas, essas leis foram feitas para que a sociedade viva em equilíbrio. A cultura é o que mais influencia na definição do “certo” e do “errado”. Como em um post anterior eu defini cultura como criação do homem – e disse que Deus era cultura – torna-se fácil compreender o que quero mostrar.

Um exemplo: imaginem um povo que jamais conheceu um deus, e que nesse povo exista incesto, pedofilia, coisas do tipo e mesmo assim eles vivam bem. Sei que é meio radical e dificil de imaginar, mas é algo que poderia ter acontecido se não houvesse alguém que ditasse para você, quando criança, que essas coisas são erradas. Isso é passado de geração para geração. Mas quem foram os precursores disso tudo, se não os autores que expunham em seus livros suas próprias opiniões sobre cada um desses assuntos?

Se formos analisar o surgimento do homem, podemos ver que, sob a ótica do evolucionismo, não poderia haver pecado, pois tínhamos um instinto animal e matávamos para sobreviver, mantínhamos relações com parentes para procriar e assim vai.

Se considerarmos o criacionismo, veremos que a procriação da humanidade veio de Adão, Eva e seus filhos, o que inclui no cristianismo e como obra de Deus, o incesto que, mais tarde, é condenado por Ele. 

No inicío, Deus enviava mandados de morte para aqueles de quem não gostava e esses mandados eram executados por seus servos humanos.  Novamente, mais tarde o assassinato entrou na lista de pecados.

Então, quem definiu o que é certo e errado, se não os homens que tinham a habilidade de escrever e colocavam no papel suas opiniões? A sociedade atual foi erguida sobre idéias de pensadores antigos, e muitos deles nem acreditavam em Deus. Para eles não existiam Leis divinas a serem transgredidas, existia apenas uma visão do que achavam legal ou não.

O pecado em si não existe, porém há coisas que a sociedade dita como intolerável. Mas volto a dizer que isso é necessário para uma vida em conjunto e que essas leis devem ser respeitadas sendo você ateu ou não. Porém, o que dita que algo é pecado ou não, é apenas a opinião das pessoas responsáveis pela difusão dessas idéias, pois o que eu considero como certo pode não ser certo para outros.

Isso também pode explicar porque nem todos aderem à mesma crença. Enquanto uns acham o cristianismo o segmento certo, milhões de outros não o acham; e esses outros milhões seguem sua opinião e buscam se encaixar naquilo que enxergam como verdadeiro. 

Não quero me posicionar a favor de práticas como o incesto, pedofilia ou assassinatos. Apenas usei exemplos gritantes para que houvesse uma comprensão sobre o que se define como certo ou errado (pecado), e é isso que vai fazer com que você concorde ou não comigo: sua opinião. 

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