Autor: Patrick J. Hurley
Tradução: Álvaro Nunes
Fonte: Filosofia e Educação: Original: A Concise Introduction to Logic, Wadsworth, Belmont, 2000, pp. 588-606

pseudoIntegridade

Os nossos esforços para compreender o mundo no qual vivemos são íntegros na medida em que envolvem honestidade na reunião e apresentação de provas e pensamento lógico e honesto na resposta aos problemas teóricos que surgem ao longo do caminho. A maior parte da superstição envolve elementos de desonestidade na reunião de provas ou uma falha lógica na resposta a problemas teóricos. Estas falhas lógicas podem ser encontradas na falta de resposta da comunidade de praticantes aos problemas que envolvem a adequação, a coerência e a consistência externa das hipóteses relativas às suas práticas.

A falta de integridade mais grave ocorre quando as provas são forjadas. Um dos exemplos mais impressionantes de provas forjadas é o caso do entertainer israelita Uri Geller. A partir dos princípios da década de 70, Geller apresentou-se em numerosos encontros em todo o mundo como um médium que podia realizar proezas maravilhosas, como dobrar colheres, chaves, pregos e outros objetos de metal por intermédio do simples poder da sua mente. Estes objetos pareciam dobrar-se quando ele meramente os acariciava com o seu dedo ou mesmo sem que sequer lhes tocasse. Os cientistas foram chamados para testemunhar estas proezas e muitos regressaram convencidos da sua autenticidade. Mas, na realidade, Geller era apenas um hábil charlatão que enganava as suas audiências fazendo-as pensar que tinha poderes psíquicos. A fraude de Geller foi em larga medida revelada pelo mágico James Randi.

Depois de ver gravações das atuações de Geller, Randi descobriu como Geller fazia os seus truques e tornou-se num instante também capaz de os fazer. Às vezes Geller preparava uma colher ou uma chave previamente, dobrando-a várias vezes até estar quase a partir-se. Mais tarde, tocando-lhe apenas ao de leve, podia fazê-la dobrar-se. Noutras ocasiões, Geller, ou os seus cúmplices, usavam manobras de prestidigitação para substituir os objetos direitos por objetos dobrados. Num outro truque ainda, Geller afirmava ser capaz de desviar uma agulha de uma bússola meramente concentrando a sua atenção nela. No momento em que ele agitava as suas mãos sobre a bússola, a agulha girava – e as suas mãos tinham sido exaustivamente examinadas antes em busca de imãs escondidos. Mas Geller tinha escondido um poderoso imã na boca e, à medida que se inclinava sobre a bússola, a agulha girava em harmonia com a rotação da sua cabeça.

Donald Singleton, jornalista do New York Daily News, estava familiarizado com a alegada capacidade psíquica de Uri Geller para dobrar colheres e chaves e identificar desenhos feitos à mão que tinham sido fechados dentro de dois envelopes, um dentro do outro. Ele suspeitava de que este último truque era realizado pondo os envelopes contra uma luz forte enquanto se distraía a atenção do indivíduo. Antes de escrever um artigo sobre Geller, Singleton fez o seguinte teste:

Fui a um serralheiro e obtive uma duplicata da chave mais forte e grossa do meu porta-chaves. Tentei com toda a minha força e não pude dobrá-la, mesmo pressionando-a contra o canto de uma secretária de aço. Depois fiz um desenho simples (de um olho), envolvi-o em folha de alumínio e pu-lo em dois envelopes.

Visitei Geller na tarde seguinte.

Durante mais de uma hora, ele tentou, comigo tendo sempre o envelope debaixo de olho, perceber o desenho. E falhou.

Depois ele fez um esforço para dobrar a chave, uma vez mais comigo tendo sempre a chave debaixo de olho. Uma vez mais, nada aconteceu. Uri disse que estava muito desapontado e que aquele tinha sido somente um dia muito mau para ele (Citado in Randi, 1982, 29).

Para outro exemplo de provas forjadas, olhemos para aquelas pessoas que caminham no fogo. Os praticantes desta arte alegam que os seus seminários de auto-ajuda podem alterar a química do corpo de uma pessoa de modo a permitir-lhe andar descalço sobre uma camada de carvão incandescente sem se queimar. Um dos principais gurus deste ramo é Tony Robbins do Robbins Research Institute. Robbins usa aquilo a que chama “programação neurolingüística” para curar todo o gênero de afecções físicas e psíquicas, desde medos irracionais e impotência até dependência da droga e tumores. Como prova da eficácia desta técnica, ele convida aqueles que fizeram o seu seminário a caminhar no fogo. Só por acreditarem, diz-lhes ele, não queimarão os pés e sobreviverão à experiência ilesos.

A verdade é que qualquer pessoa, quer tenha ou não freqüentado o seminário e seja o que for aquilo em que acredite, pode, em condições controladas, caminhar pelas brasas e escapar ileso. O físico Bernard J. Leikind provou-o, pelo menos para sua satisfação, quando apareceu num seminário de Robbins no Outono de 1984 (Frazier, 1991,182-193). Embora ele não tenha freqüentado as sessões e tenha declinado pensar pensamentos frios [3] conforme as instruções dos organizadores, verificou que podia caminhar no fogo sem sequer ficar queimado. Ele explicou o seu sucesso chamando a atenção para certas leis básicas da física. Apesar da sua alta temperatura, o carvão de madeira contém uma quantidade muito baixa de calor e conduz muito mal o calor. Além disso, o pé está em contato com as brasas apenas por um segundo de cada vez, permitindo assim que apenas uma pequena quantidade de energia térmica flua para o pé. Como conseqüência, o pé daqueles que caminham no fogo raramente fica ferido (ou, pelo menos, seriamente ferido).

Para um terceiro exemplo de provas forjadas basta que olhemos para os milhares de cartomantes, leitores de sinas, e mentalistas que usam a arte da “leitura fria” para adivinhar todo o gênero de verdades espantosas acerca das vidas dos seus clientes. A maior parte das pessoas que contratam os serviços destes “leitores” fazem-no porque têm problemas de amor, de saúde ou de finanças. O leitor sabe isto e freqüentemente começa a leitura com um falatório lisonjeador que é talhado para servir a praticamente a toda a gente. Este recital tem por objetivo pôr o cliente à vontade e levá-lo a abrir-se com o leitor. Ao mesmo tempo, o leitor capta todos os pormenores: idade do cliente, sexo, peso, atitude, padrões de discurso, vocabulário, contato visual, constituição, mãos, vestuário (estilo, época, limpeza, e custo), penteado, jóias e tudo o que o cliente possa trazer ou carregar (livros, chaves do carro, etc.). Tudo isto fornece pistas sobre a personalidade, a inteligência, a profissão, o estatuto socioeconômico, a religião, a educação e a filiação política do cliente.

O leitor usa esta informação para formular hipóteses que depois apresenta ao cliente na forma de sutis questões. Dependendo das reações do cliente – expressão facial, movimento dos olhos, dilatação da pupila –, o leitor pode com freqüência dizer se está no caminho certo. Quando o leitor encontra algo próximo da verdade, o cliente geralmente reage com admiração e revela mais detalhes sobre si. Depois de deixar passar um intervalo de tempo aceitável, o leitor reformula esta informação numa seqüência diferente e comunica-a ao cliente, para cada vez maior espanto deste. O cliente fornece então mais detalhes, que o leitor combina com tudo o resto que soube. O uso de uma bola de cristal, de capa de cetim ou de cartas de tarot conjuntamente com um sentimento refinado de confiança transmite ao cliente a idéia de que o leitor pode efetivamente ler a sua mente.

O psicólogo Ray Hyman, que, enquanto adolescente, leu a sina para complementar os seus rendimentos, estudou a arte da leitura fria com alguma profundidade. Ele relata uma história acerca de uma jovem que visitou um leitor de mentes durante os anos 30:

Ela usava jóias caras, uma aliança e um vestido preto de material barato. O leitor atento reparou em que ela usava sapatos que são normalmente publicitados para pessoas com problemas nos pés. Ele assumiu que esta cliente vinha vê-lo, como fazia a maior parte das clientes do sexo feminino, por causa de um problema de amor ou de finanças. O vestido preto e a aliança levaram-no a pensar que o marido dela tinha morrido recentemente. As jóias caras sugeriam que, durante o casamento, ela não tinha problemas financeiros, mas o vestido barato indicava que a morte do marido a tinha deixado sem dinheiro. Os sapatos ortopédicos significavam que ela tinha agora de estar em pé mais tempo do que antes, implicando que ela trabalhava para se sustentar desde a morte do marido.

A sagacidade do leitor levou-o à seguinte conclusão – que se revelou correta: a senhora conheceu um homem que a pediu em casamento. Ela queria casar com o homem para deixar de ter dificuldades econômicas, mas sentia-se culpada por casar-se pouco tempo depois da morte do marido. O leitor disse-lhe o que ela queria ouvir – que não havia qualquer problema em casar quanto antes (Frazier, 1981, 85-86).

Se as técnicas enganadoras do mágico que finge ser médium, do programador neurolingüístico e do leitor frio são aceitas acriticamente, parecem constituir provas que suportam realmente as hipóteses na base destas atividades. Mas, falsificar as provas não é a única forma pela qual os praticantes da superstição carecem de integridade. A outra forma diz respeito à reação da comunidade de praticantes a problemas que surgem ligados à adequação, à coerência e à consistência externa dessas hipóteses.

Problemas destes surgem também ligados às hipóteses científicas. Quando surgem em ciência, a comunidade de cientistas muda para o que o filósofo Thomas Kuhn chama um modo de solução de quebra-cabeças, e os cientistas trabalham neles com grande persistência até que os problemas sejam resolvidos. Esta atividade de solução de quebra-cabeças conquista a atenção da maior parte dos cientistas durante a maior parte das suas carreiras e constitui o que Kuhn chama “ciência normal”. Além disso, é precisamente o fato de a ciência normal consistir na solução de quebra-cabeças, defende Kuhn, que a distingue da pseudociência.

Por exemplo, após a hipótese copernicana ter sido introduzida, descobriu-se um problema a respeito de aquilo a que se chama a paralaxe estelar. Se, como sustenta a hipótese, a Terra gira em torno do Sol, então, no decurso da sua órbita, as estrelas longínquas deveriam parecer mudar de posição por relação às estrelas próximas. Podes observar um fenômeno semelhante à medida que mudas de posição num quarto. A lâmpada distante, que originalmente aparecia à esquerda da cadeira que está em primeiro plano, aparece agora à direita. No caso das estrelas, no entanto, nenhuma paralaxe podia ser observada. A explicação dada na altura foi que as estrelas estavam demasiado longe para que alguma paralaxe pudesse ser detectada. Contudo, a paralaxe estelar constituía um problema de adequação, que a comunidade de astrônomos via como um quebra-cabeças e trabalhou nele durante 300 anos. Finalmente, foram construídos telescópios mais poderosos que detectaram efetivamente uma mudança na posição das estrelas à medida que a Terra orbitava em torno do Sol.

Por oposição, quando uma predição astrológica não se verifica, a comunidade de astrólogos nunca se lança ao trabalho para compreender o que falhou. Os astrólogos nunca voltam a verificar o local e a data de nascimento do cliente ou a posição exata dos planetas na altura do seu nascimento. Lançam-se pura e simplesmente para diante e fazem mais predições. Analogamente, quando as dobras da cabeça de uma pessoa não indicam características essenciais da personalidade da pessoa ou quando as linhas na palma da sua mão não revelam traços da sua vida, a comunidade de frenólogos e a comunidade de leitores da sina nunca tentam explicar os fracassos. Ignoram-nos e avançam para o grupo seguinte de clientes. Uma tal resposta revela uma falta de integridade da parte destes praticantes para com as suas respectivas hipóteses. Há algo obviamente errado com as hipóteses ou com as medições, mas ninguém se preocupa o suficiente para fazer o que quer que seja em relação a isso.

Uma resposta semelhante ocorre em relação a problemas de coerência. A maior parte das superstições envolve incoerências sérias, muitas delas com origem na falta de ligações causais conhecidas. Por exemplo, se a astrologia alega que os planetas influenciam as nossas vidas, então tem de existir alguma conexão causal entre os planetas e os indivíduos humanos. Mas o que pode ser esta conexão? A gravidade? Se sim, então os astrólogos têm de mostrar como flutuações gravitacionais muitíssimo pequenas podem afetar a vida das pessoas. Por outro lado, se é uma outra causa, os astrólogos têm de especificá-la. Que gênero de leis a governam? É uma lei da razão inversa do quadrado da distância, como a lei da gravidade, ou algum outro gênero de lei? Analogamente, se as linhas da palma da mão de uma pessoa indicam algo acerca da vida da pessoa, então que forma de causalidade opera aqui? As linhas influenciam a vida ou é ao contrário? E a que leis obedece esta forma de causalidade?

Qualquer ausência de conexão causal é um defeito de coerência, porque indica a falta de uma conexão entre as idéias que constituem uma hipótese. Contudo, uma tal falta de coerência não tem de ser fatal para a hipótese. Desde o tempo de Hipócrates que os médicos sabiam que as folhas de salgueiro, que contêm o ingrediente essencial da aspirina, tinha o poder de aliviar a dor, mas até recentemente não conseguiram compreender a conexão causal. Mas o que distingue a comunidade biomédica da comunidade de astrólogos são as reações de uma e de outra a problemas desse tipo. Os membros da comunidade biomédica reconheceram o problema da aspirina como um quebra-cabeças e trabalharam nele até que encontraram a solução, mas os membros da comunidade astrológica não estão interessados em identificar o mecanismo causal pelo qual os planetas influenciam as vidas humanas. De modo idêntico, os membros da comunidade de leitores da sina e os membros da comunidade de frenológos não se preocupam com identificar as conexões causais essenciais decorrentes das suas respectivas hipóteses.

As hipóteses inconsistentes com as teorias ou as leis estabelecidas constituem um problema ainda mais sério. As alegações dos promotores do movimento de Meditação Transcendental são um bom exemplo. A prática da MT foi popularizada nos anos 60 pelo Maharishi Mahesh Yogi e, desde então, atraiu milhares de aderentes. Consiste na repetição silenciosa de um mantra, que induz um estado mental semelhante à auto-hipnose. Para muitos dos que a experimentaram, os benefícios são o relaxamento mental e físico que leva a um sentimento de rejuvenescimento. Mas com instrução suplementar em MT (a um elevado custo para o estudante), podem ser induzidos transes maiores e mais profundos que, o Maharishi alega, permitem ao meditador levitar – pairar no ar sem qualquer suporte físico. Ele alega que milhares de discípulos aprenderam a fazê-lo e divulgou fotografias que pretendem confirmar esta afirmação. Mas, claro, se a levitação ocorre efetivamente, constitui uma violação ou uma suspensão da lei da gravidade.

A inconsistência da hipótese de Maharishi com uma teoria tão bem confirmada quanto a lei da gravitação constitui provavelmente razão suficiente para colocá-la na categoria de superstição. Mas a reação da comunidade de praticantes a esta inconsistência deixa pouca margem para dúvidas. Em 1971 o Maharishi comprou os terrenos e os edifícios do que era anteriormente o Colégio Parsons em Fairfield, no Iowa, e converteu o local na Maharishi International University. A Universidade tornou-se então a sede do International Center for Scientific Research, que, poderíamos pensar, seria o fórum perfeito para investigar a levitação. Dada a disponibilidade de grandes quantidades de alegados levitadores, os “cientistas” da casa poderiam conduzir estudos detalhados sobre este fenômeno. As suas descobertas poderiam fornecer a base para viagens espaciais interplanetárias, já para não falar do que poderiam fazer por aviões seguros. Contudo, desde o princípio, o International Center não conduziu a menor investigação em levitação. Não se realizaram quaisquer experiências e não foram escritos quaisquer ensaios acadêmicos. Esta resposta é inconcebível para qualquer bona fide centro de pesquisa científica.

Sumário

Distinguir ciência da superstição não é preocupação fútil de filósofos de poltrona, como alguns sugeriram, mas uma questão vital para o futuro da civilização. Na Rússia Estalinista os cientistas responsáveis eram enviados para os gulag devido a recusarem submeter-se às idéias do Estado acerca do que era científico. E na América, travaram-se batalhas judiciais sobre o que é considerado ciência para a reforma curricular das escolas públicas. Além disso, a tentativa de distinguir ciência de superstição tem raízes antigas na história da filosofia. Pode ser vista como o equivalente moderno da mesma questão colocada por Platão há muito tempo; desde então muitos filósofos abordaram a questão da sua própria perspectiva.

Nas páginas anteriores delineamos alguns traços que são característicos da investigação científica e alguns traços opostos que são característicos da superstição. O propósito desta exposição não foi fornecer as condições necessárias e suficientes para traçar uma linha de demarcação absoluta entre ciência e superstição. Em vez disso, o propósito, mais modesto, foi o de apresentar um grupo de semelhanças familiares que um investigador honesto pode usar para emitir o juízo de que é mais provável que um conjunto de crenças seja científico ou mais provável que seja supersticioso. 

Termos-chave introduzidos nesta seção

 

Modificações ad hoc

Navalha de Occam

Provas anedóticas

Pareidólia

Efeito autocinético

Conjunto perceptivo

Alucinação coletiva

Efeito placebo

Confabulação

Replicabilidade

Disconfirmability

Progresso científico

Alucinação hipnagógica

Predições impressionantes

Alucinação hipnopompica

Hipóteses vagas

 

Na medida em que um conjunto de crenças se apóia em hipóteses que são coerentes, precisas, estritamente definidas, suportadas por evidências genuínas e produzem novas idéias, pode ser considerado cientificamente fundado. Este juízo é reforçado pela resposta conscienciosa da comunidade científica aos problemas que surgem a respeito da adequação, coerência e consistência externa dessas hipóteses. Mas, na medida em que um conjunto de crenças se apóia em hipóteses que são incoerentes, inconsistentes com teorias bem estabelecidas, vagas, excessivamente amplas, motivadas por necessidades emocionais, suportadas por provas que não são de confiança e que não levam a novas idéias, então essas crenças tendem a ser supersticiosas. Tal juízo é reforçado por uma reação de indiferença inconsciente por parte da comunidade dos praticantes a problemas que surgem em relação à adequação, à coerência e à consistência externa dessas hipóteses.

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Notas:

[1] Sai o um em cada um dos dados do par. (N. do T.)

[2] Trata-se de uma técnica de teste de um produto em que o investigador, ao analisar uma amostra de pessoas, não sabe se essas foram as pessoas que tomaram, por exemplo, o comprimido cujos efeitos se pretende determinar ou se elas pertencem ao chamado grupo de controle, que tomou apenas um comprimido de farinha; e as pessoas também não sabem se tomaram o comprimido que está a ser testado ou se tomaram apenas farinha. (N. do T.)

[3] Uma vez que o objetivo é andar sobre as brasas, os pensamentos frios teriam o efeito de arrefecer as pessoas permitir-lhes fazer o que pretendem. (N. do T.)