Fonte: EFE 

Obama chegou à Arábia nesta quarta Foto:Matthew Cavanaugh/EFE

Obama chegou à Arábia nesta quarta Foto:Matthew Cavanaugh/EFE

O líder máximo do grupo terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, acusou hoje o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de seguir o caminho de seu antecessor e incentivar o ódio dos muçulmanos em relação ao país.

__ Que o povo americano se prepare para fazer frente ao que os dirigentes da Casa Branca semeiam — afirmou Bin Laden em uma gravação de áudio divulgada hoje pelo canal de televisão catariano Al Jazira.

 

A gravação foi divulgada meia hora depois de Obama chegar à Arábia Saudita para começar uma viagem pelo Oriente Médio e Europa. Em uma das escalas, no Cairo, Obama dirigirá uma mensagem para todos os muçulmanos, em um ato anunciado ainda durante sua campanha eleitoral e que despertou grande expectativa no mundo árabe.

Bin Laden, que não publicava uma mensagem desde o dia 19 de março, quando falou sobre a situação na Somália, acusou hoje Obama de semear “novas sementes de ódio e de vingança” similares às plantadas por seu antecessor na Casa Branca, George W. Bush.

__ O número de sementes equivale ao número de deslocados no vale de Swat (no Paquistão) e no norte e no sul do Waziristão (Paquistão) — acrescentou o líder da Al Qaeda, em referências às operações militares lideradas pelos EUA nessas áreas.

Segundo bin Laden, Obama não só incitou o ódio muçulmano em relação aos EUA, mas também em sentido recíproco, “seguindo o caminho de seu antecessor”. Em sua mensagem, que foi divulgada em três partes pela “Al Jazira”, com uma foto de um Bin Laden sorridente, o líder da Al Qaeda acusa o presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, de mudar o papel do Exército de seu país. Disse que os militantes paquistaneses, em vez de manter sua função “em defesa do islã”, se dedicam agora a “lutar contra os muçulmanos”.

__ A maioria do povo paquistanês rejeita esta política. O presidente fez isso em resposta às pressões que recebe da Casa Branca, e isto é uma traição à nação muçulmana, afirmou Bin Laden.

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