Autor: Pudoca
Fonte: CMM orkut da UNA 

InterrogaçãoEm algumas comunidades das quais participo (ou observo) vejo o uso incorreto de algumas terminologias acerca da crença em deus.

Então, just in case:

Teístas:
Características de deus: sobrenatural e pessoal

Currículo: criou o universo e constantemente intervém nessa criação. É responsável pelo destino, por atender preces, fazer milagres e avaliar o comportamento da humanidade.

Interesse pelo homem: está sempre pronto a julgar, condenando ou absolvendo a alma de cada um de nós.

Quem são: a grande maioria dos religiosos. Em especial das 3 grandes religiões monoteístas.

Deístas:
Características de deus: sobrenatural e pessoal

Currículo: criou o universo e estabeleceu as rígidas leis que o governam. Daí pra frente é com o determinismo causal (e imploro que não confundam causal com casual, como também é freqüente nos fóruns da vida). Também é chamado elegantemente de “inteligência cósmica”.

Interesse pelo homem: Nenhum. Ou está pouco se importando com o que fazemos ou está, no máximo, a nos observar, curioso.

Quem são: religiosos não doutrinados ou que rejeitaram suas doutrinas para evitar serem associados ao conteúdo de seus pretensos “livros sagrados”. Ainda arrisco a incluir nessa categoria pessoas com algum impulso ateísta, mas sem a devida coragem para prosseguir com a análise cética da questão e rejeitar deus.

Panteístas:
Características de deus: impessoal e natural. Sem personalidade (e muito menos currículo). Deus seria somente um sinônimo para as forças naturais, o universo, ou as leis que governam esse universo. A palavra “Deus” (sim, me permito um “D” maiúsculo para essa categoria) seria empregada para enfatizar a humildade humana diante do assombro das forças observáveis (natureza, universo etc).

Quem são: cientistas, pensadores e filósofos com uma certa verve poética. E.g: Einstein, Spinoza, Stephen Hawking.

Obs.: Apesar dos Panteístas rejeitarem publicamente qualquer postura deísta (e, é claro, teísta) são freqüentes alvos de uma manipulação de sua imagem, com frases descontextualizadas e usadas para embasar dogmas e posicionamentos religiosos.

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