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Hitler foi nomeado chanceler pelo então presidente Hindenburg em janeiro de 1933. Em fevereiro, Hitler ordenou aos seus capangas que ateassem fogo no Reichstag e depois colocassem a culpa nos comunistas. Ele convenceu Hindenburg a assinar uma lei que decretava o estado de sítio no país. Além disso, os comunistas foram perseguidos e presos e o partido comunista foi posto na ilegalidade.

O clima tenso causado pelo Estado de Sítio deu motivo para Hitler conseguir convocar o Parlamento e promover a votação da “Ermächtigungsgesetz”  (Lei de habilitação de grandes poderes). O Ermächtigungsgesetz era um poder especial permitido pela Constituição de Weimar para dar grandes poderes ao Chanceler, como, por exemplo, decretar leis sem a intervenção do Reichstag. O Ermächtigungsgesetz só poderia ser votado em casos de estado de sítio (ou emergência). O Ermächtigungsgesetz só poderia entrar em vigor se conseguisse 2/3 dos votos do Reichstag.

Hitler fez acordos com vários partidos, que aceitaram votar a favor dessa lei habilitante. Mas ainda faltava negociar com os deputados do  Zentrumspartei (partido católico, cujo líder era o padre Ludwig Kaas) a votarem a favor da lei e, con isto, conseguir os 2/3 necessários para  a aprovação. O Zentrum, entretanto, só aceitaria votar a favor da lei se o NSDAP concedesse privilégios à Igreja Católica, além de assinar uma concordata.

No final de março , a lei foi aprovada e o NSDAP ganhou plenos poderes e dissolveu o Reichstag. Depois, a Igreja começaou a negociar uma nova concordata com a Alemanha. Nesse cenário, ela sacrifica o Zentrum, então o único partido significativo que o NSDAP não tinha proibido. Na realidade ele ajudou o NSDAP a conquistar o poder absoluto.

Em 5 de julho de 1933, o Zentrum se dissolve sob solicitação da hierarquia católica, deixando o caminho livre para o NSDAP, então, o partido único. Os nazistas fizeram a concordata com o Vaticano. Hitler enviou von Papen (e Kaas) a Roma para assinar a concordata com o Secretário de Estado do Vaticano, Eugenio Pacelli, futuro Pio XII (o bispo Montini, futuro Paulo VI, também participou da assinatura da concordata. Anos depois, ele se envolveria com as Ratlines).

A concordata garantiu o reconhecimento diplomático do regime nazi pelo Vaticano, o que era muito vantajoso para Hitler no plano internacional. Por outro lado, a Igreja aceitou cooperar com Hitler e fechar os olhos para os abusos cometidos por ele. Além disso, a Igreja ganharia escravos do regime nazi (curiosidade: o NSDAP teria como membro-honorário o bispo Alois Hudal, que mais tarde seria um dos protagonistas das Ratlines). O NSDAP também fez acordos com as Igrejas Protestantes, que apoiaram os nazis em troca de privilégios. Um dos mais notáveis líderes protestantes pró-NSDAP era o pastor Ludwig Müller, líder do Deutsche Christen. A Igreja Adventista também foi uma notável cúmplice do nazismo, tanto que recentemente os adventistas pediram perdão por esta cumplicidade.

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