Combater a Pandemia com certeza é mais urgente do que discutir o nome dela, não acham? Como se “gripe mexicana” não fosse ofensivo.

Fonte: SOL
Via:  Portal Ateu

Entre quezílias e guerras santas, tudo e mais alguma coisa separa e divide os povos, começando pelas religiões monoteístas. Mas o que realmente mais diferencia o mundo cristão dos muçulmanos e judeus é o consumo da carne de um certo animal da raça suína, termo que surge no centro de mais uma polémica.

Não sei se isto é mais um fait divers associado ao animal proibido ou uma maneira de se criar um incidente diplomático, pois o que o homem citado mais abaixo faz é chamar “suínos” aos mexicanos.

«Um membro do governo israelita pediu ao jornalistas e ao público deixarem de se referir à ‘gripe suína’, passando a utilizar o termo ‘gripe mexicana‘ (…)

O pedido foi feito à margem de uma conferência de imprensa sobre dois casos suspeitos de gripe suína em Israel. O vice-ministro Yakov Litzman lembrou que qualquer referência ao porco é passível de ser considerada ofensiva por muitos judeus e muçulmanos, uma vez que aquele animal é considerado uma criatura impura pelas duas culturas.

Em alternativa, Litzman sugere o termo ‘gripe mexicana’. No entanto, esse mesmo termo também pode ser considerado ofensivo, desta vez pelos mexicanos. (…)  [Sol]

Que me lembre, a Índia não se queixou da doença das vacas loucas.

Chumbo GrossoResta saber se o imã ou rabi das dioceses locais mandam para o inferno indivíduos que apanhem a citada gripe, nomeadamente se ainda for denominada de “suína”. Mas claro que outros nomes se podem arranjar, tais como “sombrera” , “margarita”, “quesadilha”, “chili” ou “mariachi”. 

Eu mesmo que quisesse não conseguia ser judeu ou muçulmano, pois mais importante para mim do que a salvação eterna é o consumo de jamon iberico, leitão à bairrada, porco preto do montado, pezinhos de coentrada, grelhadas mistas, paio, farinheira, cacholeira, entrecosto em vinha d’alhos, com migas à alentejana, no cozido à portuguesa, sarrabulho, feijoada, orelheira, etc etc…

E bem dizia o meu (falecido) avô, “abençoado animal que nasceu para ser comido da ponta do focinho à ponta do rabo”. Merece ser venerado por tal!

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