Publicado originalmente no jornal O Globo
PORTO ALEGRE – A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu, em sessão realizada nesta quarta-feira, não haver motivos para que fosse determinado novo julgamento no caso em que uma carta psicografada foi apresentada entre as provas da defesa. Dessa forma, passa valer o entendimento de que cartas escritas por médiuns podem ser adotadas como prova no Tribunal de Justiça gaúcho.
O Ministério Público e a assistência da acusação recorreram da absolvição de Iara Marques Barcelos pelo Tribunal do Júri de Viamão. Durante o julgamento, ocorrido em maio de 2006, foi apresentada como prova a favor da ré uma carta psicografada. Para os julgadores, não há elementos no processo para concluir que o julgamento do Tribunal do Júri foi absolutamente contrário às provas dos autos, devendo ser mantida a decisão que absolveu Iara.
Iara foi acusada de ser a mandante de um crime, em 2003. O tabelião Ercy da Silva Cardoso morreu atingido por disparos de arma de fogo. Iara Marques Barcelos e Leandro da Rocha Almeida foram acusados como autores do fato. Leandro foi condenado pelo crime em processo que correu separado na Justiça.
O advogado de Iara, Lúcio de Constantino, disse que entre os documentos que foram entregues aos integrantes do júri popular pela defesa estava a carta psicografada, escrita por um médium de um centro espírita. A carta teria sido ditada pelo próprio Ercy e não indica quem seria o autor dos disparos, mas daria a entender que Iara era inocente. De acordo com a Federação Espírita do Rio Grande do Sul, a psicografia é uma ciência reconhecida e pode ter valor jurídico.
13/11/2009 at 15:03
Se for assim… vamos substituir os mediuns pelos advogados!!! Piada essa justiça nacional!!!
15/11/2009 at 21:49
O cara escapa de 6 balaços de pistola 765 à menos de 8 metros de distância, várias pessoas presenciam e até interferem, chegando a dizerem: Denuncie, denuncie. Mas lá na Polícia já esperavam como em outra vez. E para que todos estarreçam como está o estado podre da crença no RJ: Na cara de todo mundo, inclusive de pessoas que interferiram, aparece uma “irvangélica” (com a bribra na mão), dessas cuja repugnante aspecto é a escarrada fuça das igrejas, e que nem presente estava no evento, diz para o cara que estivera na mira à frente das balas: “VOCÊ atirou nas mulheres e nas crianças na rua”. E todos calaram. Ali na Zona Oeste do Rio de Janeiro e em Angra, há muita conta pra acertar. Agora sim, estou sozinho, mas quero ver me roubarem mais alguma coisa, e tentarem invadir qualquer lugar que eu esteja, não quero saber quantos são … vão pagar.
15/11/2009 at 23:02
já sei o que fazer o dia que matar alguém pra me defender. bem fácil.